Hoje vivemos em uma disputa de quem está mais cansado, quem está mais angustiado e frustrado dentro de uma lógica que exige produtividade.
As raízes de nossa obsessão por produtividade estão profundamente entrelaçadas com sistemas de opressão que valorizam corpos apenas pelo que podem produzir – um legado direto da escravidão e da exploração sistemática de corpos negros.
O corpo, território primeiro de dominação, precisa ser retomado como nosso. Não pertence ao trabalho, às demandas externas ou às expectativas alheias. Ele é seu, com seus ritmos e necessidades próprias. Nosso corpo é um espaço de libertação.
Repensar nosso tempo, honrar nossos ritmos internos é um ato radical de resistência. É dizer não à lógica que nos quer sempre disponíveis, produzindo. É reconhecer que descansar não é preguiça – é sobrevivência, é cuidado, é revolução.
Me conta, faz sentido para você?
Descansar é Resistir – um manifesto de Tricia Hersey